A Camará ministrou no sábado (11/10) uma oficina sobre Educação Popular e a pedagogia de Paulo Freire no curso de formação de monitores da ITCP (Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares).
A oficina foi dividia em 2 momentos. No primeiro bloco, os monitores, organizados em grupos, buscam em suas histórias marcas deixadas por experiências traumáticas e positivas com educação. Após a troca dessas narrativas, os grupos retiram de cada história o elemento central que fez dessa experiência educativa positiva ou negativa. Com esses elementos socializados e listados, tentamos elencar os elementos constitutivos de uma educação popular baseada na pedagogia de Paulo Freire. Este primeiro momento da oficina busca dialogar com a história dos monitores e compreender a leitura que já trazem da educação popular (em geral uma leitura associada ao primeiro momento do pensamento pedagógico de Paulo Freire). Essa leitura foi tematizada e problematizada no bloco seguinte.
Na segunda parte da oficina, apresentamos a evolução do pensamento freiriano (no qual se baseia a construção da educação popular), resumida em dois momentos: um período inicial da prática de Freire onde predomina o pensamento nacional-desenvolvimentista (plano nacional de alfabetização) e um segundo momento, mais maduro, onde há um diálogo intenso com as teoria marxiana/marxista. Para a compreensão da evolução do corpo teórico de Paulo Freire, faz-se necessário uma breve exposição das idéias de Marx. Com esse passo dado, é possível demonstrar conceitualmente, de forma mais clara, as mudanças teóricas e práticas da pedagogia de Paulo Freire após o contato com as teorias de Marx. Infelizmente, o primeiro Paulo Freire ainda é muito mais conhecido que esse segundo, cuja “madureza”, como diria Freire, é marcada pelo livro “Cartas a Guiné-Bissau”, onde Paulo reflete sobre a sua atuação na construção de um sistema educacional na experiência socialista de Guiné-Bissau.
A oficina termina com a exibição de trechos de um documentário do Instituo Paulo Freire, onde focamos: a trajetória de Paulo; sua percepção das condições de classe no desenvolvimento educacional; explanação e exemplificação do “método” Paulo Freire.
A oficina foi ministrada para aproximadamente 35 monitores em 3 horas e 30 minutos.







outubro 12th, 2008 at 12:35
Olá !
Gostei muito desse trabalho gostaria muito de participar e transmitir esses conhecimento na minha área educacional se possível.
Como eu faço para participar como monitor.
Um abraço